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Bolsonaro sobre Moro: 100% de confiança, “só em pai e mãe”
16/06/2019 12:54 em Novidades

O presidente Jair Bolsonaro declarou neste sábado, 15, confiar no ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro. Mas ponderou que 'só pai e mãe' merecem 100% de confiança. Para Bolsonaro, Moro livrou o Brasil de se tornar uma Venezuela . 

As declarações foram dadas um dia depois de novos vazamentos de conversas de Moro, quando juiz da Lava Jato em Curitiba, desta vez com o então procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima. O conteúdo exibido na noite de sexta-feira pelo portal The Intercept mostra o então magistrado pedindo aos procuradores da Operação Lava Jato a elaboração de uma nota à  imprensa para responder o que classificou como 'showzinho' da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O 'showzinho' dos advogados teria ocorrido após o depoimento do petista no caso do triplex do Guarujá, em São Paulo.

Reportagem da capa de VEJA desta semana mostrou como a atuação de Moro nos casos da Lava Jato alçou o ex-juiz ao posto de celebridade - imagem que começa a mudar com a divulgação das mensagens. Os diá¡logos são inequí­vocos: mostram o estabelecimento de uma relação de coope­ração incompatí­vel com a imparcialidade exigida por lei de qualquer juiz.

Para Bolsonaro, porém, Moro foi responsável por 'por buscar uma inflexão na questão da corrupção'. Ainda na defesa de seu ministro, o presidente afirmou que o ex-juiz 'livrou o Brasil de mergulhar em uma situação semelhante à  da Venezuela'.

'Eu não sei das particularidades da vida do Moro. Eu não frequento a casa dele. Ele não frequenta a minha casa por questão até de local onde moram nossas famílias', afirmou Bolsonaro. 'Mas, mesmo assim, meu pai dizia para mim: confie 100% só em mim e na mãe.' 

Bolsonaro afirmou ainda que muita gente se surpreendeu com sua decisão de demitir o general Santos Cruz. 'Isso pode acontecer', afirmou. 'Muitas vezes, você se surpreende com a separação de um casal: 'Mas viviam tão bem!' Mas a gente nunca sabe qual a razão daquilo. E é bom não saber. Que cada um seja feliz da sua maneira', completou, sem entrar nos detalhes que efetivamente o levaram a despedir o ministro.

O presidente tampouco mencionou a demissão do general Juarez Aparecido de Paula Cunha da presidência dos Correios. Segundo revelou o blog Radar, em um debate realizado na Comissão de Legislação Participativa, comandada por deputados petistas, o general fez um discurso que agradou a plateia composta por sindicalistas e servidores da empresa.Bolsonaro não gostou. Demitiu o militar na sexta-feira 14 por agir agiu como 'sindicalista' contra a privatização da estatal.

(Com Estadão Conteúdo)

Fonte> msn.com.br

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